Desde que a superinvenção começou a ser divulgada e virou uma “febre” no facebook, choveram mensagens privadas e compartilhamentos na minha time line. Eu já estava ciente da novidade, mas a cada indicação, agradecia. Via como meus conhecidos e amigos se importavam comigo e com a Bel.

A possibilidade de ver o mundo com a postura que nós, que não temos deficiência, vemos é, sim, motivo de alegria e me gerou um interesse enorme saber como essa invenção poderia colaborar para o desenvolvimento de Izabel, minha filha de 6 anos que tem paralisia cerebral.

 Porém, a demanda de vida da Bebel é tão grande, que o Upsee sempre ficava para depois. Até que na primeira semana deste ano, a Fernanda Gentil, uma das fundadoras do Mundo Caslu - uma organização que promove ações beneficentes - entrou em contato comigo e perguntou-me o que a Izabel estava precisando em termos de equipamentos para auxiliar nas atividades diárias. Eu pensei com meus botões e achei que poderia ser a vez do upsee entrar em campo.

Em menos de 1 mês o sonho se tornou realidade. Temos um upsee novinho para desbravar o mundo com o mesmo campo de visão. Claro, Izabel alguns centímetros abaixo de mim. Porém, na postura erguida como se estivesse em pé sozinha, com os braços soltos e sentindo o peso do corpo na planta dos pés.

Além do campo de visão, que deve ser maravilhoso de se experimentar, esse feeling do caminhar sob seus pés, sentindo o peso do seu corpo, com os braços livres, presa por uma roupa – confortável – sem as mãos de um adulto, apenas com o auxílio deste adulto na qualidade de condutor, direcionando os passos, incentivando novas articulações ao movimento das pernas, ao suingue do corpo, são experiências novas que devem ser encantadoras.

Nossa primeira vez no upsee foi dividida em dois momentos. O primeiro com a fisio, que estava louca para ver a Izabel no equipamento e também para testar o mesmo, pois nunca havia utilizado. O segundo momento com a mamãe aqui, que arriscou mínimos passinhos de dança e trocar de peso de uma perna para outra. A “bichinha” ficou bem cansada, mas acho que achou interessante a nova perspectiva. Acredito que vamos ver os progressos mais adiante... 

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Does your child still wear nappies? If 'yes' is this to prevent accidents when out of the home environment?