Já me fiz essa pergunta diversas vezes. E sempre fiquei em dúvida quanto à resposta. Na verdade, já são tantas terapias que a entrada da terapia convencional, por assim dizer, acabou ficando sempre para depois. Mas, volta e meia, surge no topo da nossa pauta de coisas a fazer. 

A primeira vez que a necessidade de um tratamento psicológico surgiu por aqui foi na ressaca do nascimento traumático do Antonio. Não para ele ainda, mas para mim. Todos, e eu também, achávamos que eu precisaria de um apoio psicológico. Acabou que eu não fiz. Era tanta coisa para saber, tanto médico para conhecer, tanto tratamento para pesquisar que, olha aí, a psicoterapia ficou para depois. Mas, ainda bem, comecei a escrever sobre o Antonio e o que acontece com o Antonio bem cedo. Primeiro em blog, depois no Facebook. Isso foi e tem sido minha terapia. Adoro escrever sobre esse moleque sapeca, que preencheu a minha vida de uma maneira difícil de dizer.

'Difícil de dizer'... Uma sensação que o meu filho também sente todos os dias, todas as horas, todos os momentos... Antonio ainda não fala nada. Mas entende tudo. Isso é muito claro para qualquer um que se comunica com ele. 

Administrar essa comunicação tem sido o nosso maior desafio de dois anos para cá. Mas, por mais que a gente se esforce e se cerque de todas as possibilidades e idéias da chamada Comunicação Alternativa, o sentimento é o de que não é suficiente. Ele é esperto demais, ativo demais, para limitação que isso tudo, por mais bacana que seja, representa.

E aí, vem a frustração. Meu filho se frustra o tempo todo por não ser entendido como gostaria, por não conseguir se expressar na rapidez com que pensa. 

E aí? O que fazer? Como ajudá-lo mais? Por isso, voltamos a pensar na psicoterapia. A ironia é que por diversas vezes esse tratamento foi adiado justamente porque Antonio ainda não falava. "Qual seria a eficácia de um tratamento psicológico se ele não vai conseguir externar suas questões?"

Mas...Temos que aprender a deixar de fazer pré-conceitos. Logo eu!? Bem, o fato é que descobri que existem outras formas de se beneficiar de um tratamento psicológico, além daquele desenho pré-formatado de terapeuta, divã e falação. 

Há muitos psicoterapeutas infantis munidos de técnicas excelentes e diferentes com capacidade para ajudar uma criança aflita. A coisa não precisa ser passiva, naquele esquema de só ouvir. Existem tratamentos super ativos que estimulam e ajudam a auto-estima infantil.

E nós vamos tentar! Mais um, mais uma aposta, mais uma esperança, mais uma ajuda, mais uma tia para nossa coleção. 

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