Como entender onde é o limite da capacidade deles, intelectual, física, e - o que está me pegando muito agora – fisiológica?

Tirar a fralda do meu filho tem sido um desafio enorme.

 Já tive azia, noites mal dormidas, ansiedade. Ok! Primeiro vamos tratar o lado psicológico da mãe, aquela que parece não querer que o filho cresça. Até livro li a respeito. Mas será que é assim mesmo? Acho que no caso de mães que tem filhos com algum tipo de deficiência, há mesmo o medo que eles não cresçam.

Agora vamos pensar assim: “poxa, o que tem demais um cocô ou um xixi? Acho que posso me acostumar com isso e vez ou outra lavar cuecas, roupas e o chão”. Tenho até uma vantagem nisso porque meu filho tem dificuldade de fazer cocô. Assim, tenho tempo de sobra pra levá-lo ao banheiro quando vejo aquela carinha de quem está fazendo força.

Mas a verdade é que, com o tempo, você vai cansando. E o pior é não saber até que ponto seu filho tem consciência da situação, se está no contra ou, simplesmente, não captou a mensagem. Conheço Matias, sei que ele entende. Talvez não a ponto de me solicitar a usar o banheiro, apesar de, nesses últimos 10 meses de desafio, termos conseguindo alguns êxitos. Sim, tivemos alguns. Principalmente no começo, pois éramos mais rígidos com horários. Hoje em dia não o deixo tanto tempo no “trono”, esperando que ele faça xixi, pois ao fazer isso, no inicio, como falei, ele começava a chorar toda vez que o levávamos ao banheiro.

Nas férias de janeiro, o processo que já vinha com certas conquistas se enrolou de vez. Sem horários, sempre de sunga, na praia, não deu para cobrar muito dele. Afinal, férias são férias!

Hoje estou com um sentimento de espera. Ver o que Matias, na sua competência, e tempo irão me mostrar. Acredito que tentei de tudo, como treinamento, psicologia, reforçadores, horários... Procurei, inclusive, profissionais. Mas vejo que não existem respostas ou fórmulas prontas.

Será esse um caso no qual vamos ter que sair do convencional? De tudo que treinamos nossos filhos para chegar mais perto das condutas sociais? Eu ainda não desisti, mas tenho que esperar mais dele, porque o que era da minha parte vem sendo feito. Às vezes frustra, entristece e cansa, embora saiba que isso seja apenas mais um desafio.

Espero um dia fazer um outro post a respeito disso, como se deu o desenrolar dessa historinha com Matias. Penso que as respostas estão longe de serem claras e negativas. Seja como for, a paciência é uma das qualidades requeridas nessa espera, como respeito, educação, amor ... é, isso é apenas mais um desafio.

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